Perfeição - Legião Urbana

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade.


Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.


Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.


Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso - com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.


Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.

Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera -
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição

26th August 2011

Post

O Verão de 39

Julho passou rapidamente para os franceses naquele fatídico ano de 1939. Pelo o que se via, o Outono já dera seus ares muito antes do seu costume. Era como se a natureza previsse as inúmeras tragédias que estavam por vir.

A imagem mais marcante que me recordo foi o beijo de despedia de um casal em frente ao Centro de Militares Franceses. è incrível constatar que um só personagem histórico tenha interferido em tanta vida alheia de maneira tão significativa e infeliz. Eu sabia que a troca de carinhos entre o casal simbolizava o fim de toda uma vida, todo um futuro planejado repetidas vezes pelos dois ao fazerem amor pela última vez no dormitório militar. Infelizmente meu caro leitor, aquele homem iria para a guerra.

Eu chorei. Agarrei tão forte a minha mãe, que era possível ver a marca de minhas unhas em seus braços, A dor era muito intensa. Não conseguia aceitar, em minha mente juvenil, que uma estúpida luta por territórios afastaria aqueles dois amantes para sempre. Quanta ingenuidade minha, mal sabia o que estava por trás disso tudo.

Passou-se o Outono, o Inverno chegou. Era a época de receber cartas de consolações e pêsames inesperados. Não me lembro exatamente por qual razão eu estava no Saguão de Familiares de Militares Franceses, creio que era por conta do alistamento de meus irmãos mais velhos, mas isso não vinha ao caso naquela época. O que me provocou uma profunda dor no coração antes de eu descobrir o destino de meus irmãos, foi ter visto a mesma moça do verão passado sair rapidamente com um metal na mão e uma carta em suas aflitas mãos. Eu a segui. Ela se trancou no quarto. Ouvia-se seu choro do andar de baixo. Aquilo me abalou. Ofereci ajuda pelo lado de fora incessantemente, até que um estrondo me calou por inteiro.

Ao entrar, deparei-me com uma carta encharcada com uma mistura de lágrimas que haviam caído de seus olhos, e sangue que escorria da cabeça de uma mulher de olhos claros, cabelos escuros, corpo belo e jovem, que jazia sobre o lençol de olhos fechados.

Realmente eu havia acertado, aquela despedida era de fato o fim.

João Vieira

18th August 2011

Post with 2 notes

Lágrimas na Flâmula

Ainda que a corrupção de nosso país esteja em todas ruas, praças, delegacias e, infelizmente, até no Plenário, não se acredita que todos nesse país sejam corruptos. Mas sinceramente, o que adianta cinco limpos entre cento e cinquenta imundos?? O que adianta eleger democraticamente um alagoano que confisca sua aposentadoria??

Atualmente o “sistema”, e por isso entende-se todo o crime organizado, é extremamente poderoso e corrupto. Nosso “Dom Corleone” não se restringe aos políticos e empresários. Ele vai além, até chegar nos impiedosos milicianos, muitas vezes integrantes da polícia militar, ou de qualquer outra corporação, que fazem a população de fato sofrer ao dominarem territórios e extorquirem dinheiro e bens da mesma.

As milícias mancham de sangue nossa bandeira de forma silenciosa e amedrontadora. Até se sabe como se originaram tais, muitos através da necessidades de se sustentarem perante ao salário medíocre a que lhes é atribuído. No entanto não se compreende a necessidade de queimar cadáveres, cobrar impostos por taxas de luz, água e gás, ou de simplesmente “massacrar” a população no sentido de reconhecer claramente o “dono” do local.

Prefere-se pensar que esse não é o país que vivemos, que a corrupção não é tão frequente, e que essa imagem não passa de um preconceito. Entretanto não sejamos ingênuos, infelizmente esse é o país em que tentamos sobreviver, e se nada fizermos para melhorá-lo, a pátria nunca mais será nosso “mãe gentil”.

João Vieira

13th August 2011

Quote

O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrario a si é o mesmo amor.
Camoes - Luisiadas

13th August 2011

Photoset reblogged from SavageBeauty with 31,840 notes

Source: stefansalvawhore

8th August 2011

Video

Stone Sour - Miracles

7th August 2011

Video

Right! NOW! Ha ha ha ha ha

I am an Antichrist
I am an anarchist
Don’t know what I want but
I know how to get it
I wanna destroy the passer by ‘cos I

I wanna be anarchy!
No dog’s body

Anarchy for the U.K
It’s coming sometime and maybe
I give a wrong time stop a traffic line
Your future dream is a shopping scheme ‘cos I

I wanna be anarchy!
In the city

How many ways to get what you want
I use the best I use the rest
I use the enemy I use anarchy ‘cos I

I wanna be anarchy!
The only way to be

Is this the MPLA
Or is this the UDA
Or is this the IRA
I thought it was the UK or just
Another country
Another council tenancy

I wanna be anarchy
And I wanna be anarchy
Oh what a name
I wanna be an anarchist
Get pissed! Destroy!

7th August 2011

Video

“I would live for your smile and die for your kiss”

6th August 2011

Photo

O que é a vida sem algum curinga para por um sorriso no seu rosto ??

“Why you’re so serious ?? Let’s put a smile on your face…!”
                                              Heath Ledger (in memorian)

O que é a vida sem algum curinga para por um sorriso no seu rosto ??

“Why you’re so serious ?? Let’s put a smile on your face…!”

                                              Heath Ledger (in memorian)

6th August 2011

Post

Vale a Pena ?!

Um dia perguntaram para esse cara se valeria a pena essa “revolução”, e ele sem titubear disse:Quando se acredita naquilo que faz, você deve lutar até o fim…”Hasta La Victoria, Siempre !!”

6th August 2011

Post

Lembranças

Lembro, da sua boca molhada

            do seu sorriso aguado

            e do seu olhar… guardo

Lembro, de nossos papos malucos

            de nosso olhar obtuso

            de nosso planos para… o futuro

Lembro de tudo que passou

Dos nossos momentos

Do nosso amor

Lembro de tudo aquilo que ficou

Guardo na Lembrança

Guardo com esperança

No ínterim daquela criança

           João Vieira